TVs e monitores são resíduos eletrônicos volumosos que exigem descarte técnico e formal, conforme a PNRS (Lei 12.305/2010) e o Decreto 10.240/2020.
Entregue em PEVs ou agende coleta programada; para empresas, solicite certificado de destinação e garanta rastreabilidade.
Destinar corretamente recupera plásticos e metais, reduz impactos ambientais e fortalece a economia circular. Saiba mais em ecobraz.org.
Guia prático e atualizado para destinar TVs e monitores de forma ambientalmente adequada, com base na PNRS e na logística reversa no Brasil.
TVs e monitores estão entre os itens de maior volume nas residências e empresas quando o assunto é lixo eletrônico. Além de ocuparem espaço, contêm materiais valiosos (como metais e plásticos de alta qualidade) e componentes que exigem manejo técnico para evitar contaminação ambiental. O descarte incorreto sobrecarrega os aterros, dificulta a recuperação de matérias-primas e amplia riscos à saúde pública.
O cenário global reforça a urgência: relatórios das Nações Unidas mostram que a geração de e-lixo cresce muito mais rápido do que a capacidade de reciclagem documentada. TVs e monitores, por sua presença massiva nos lares e escritórios, compõem parte relevante dessa montanha de resíduos e, quando reciclados corretamente, retornam à cadeia produtiva dentro da lógica da economia circular.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010, criou o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Isso significa que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e o poder público dividem deveres para garantir a destinação ambientalmente adequada dos eletroeletrônicos após o uso.
No caso de TVs e monitores, o Decreto nº 10.240/2020 regulamenta a logística reversa para produtos eletroeletrônicos de uso doméstico e seus componentes, especificando obrigações, metas e a necessidade de estruturação de sistemas de recebimento, coleta, transporte, triagem e destinação final ambientalmente adequada.
Em termos práticos, quem coloca produtos no mercado deve disponibilizar e operar sistemas que permitam ao consumidor devolver os equipamentos pós-consumo em pontos apropriados, garantindo o tratamento correto do resíduo.
Observação importante: alguns componentes ou acessórios específicos podem ter restrições locais. Antes de levar seu equipamento, confirme a lista de itens aceitos no ponto de entrega.
Existem duas rotas principais:
Consulte o portal do seu estado/município para localizar pontos ativos e, quando disponível, use ferramentas oficiais que mapeiam locais de entrega, filtrando por tipo de resíduo. Em São Paulo, por exemplo, a agência ambiental estadual mantém serviços e iniciativas digitais para orientar a população sobre descarte e pontos de coleta no território paulista.
Para empresas e órgãos que precisam de apoio técnico, a Ecobraz pode atuar como solução de referência na gestão e logística reversa de eletroeletrônicos, com triagem e destinação certificada.
O encaminhamento correto de TVs e monitores possibilita recuperar plásticos de engenharia, aço, alumínio e, em alguns casos, metais de maior valor presentes nas placas eletrônicas. O reaproveitamento reduz a necessidade de extração de recursos naturais e a energia embutida na fabricação de novos produtos, além de gerar emprego e renda nas etapas de triagem, transporte e reciclagem.
Em termos de política pública, quanto mais robusto o sistema de logística reversa, mais próximos estamos de metas nacionais de redução de resíduos e de avanço da economia circular.
Em geral, sim, mas confirme no ponto, pois podem existir restrições operacionais por volume e dimensões.
Normalmente, a devolução em PEVs é gratuita para o usuário final; serviços de coleta porta a porta podem ter regras próprias.
Sim, quando utilizam operadores licenciados, é possível obter documentação de destinação adequada para auditorias e relatórios ESG.
TVs e monitores devem ser destinados por canais formais de logística reversa. Seguindo a PNRS e os sistemas estruturados pelo setor, reduzimos impactos ambientais, aumentamos a recuperação de materiais e impulsionamos a economia circular. Para suporte técnico, consulte ecobraz.org.