De locadoras de bairro aos consoles ultra-realistas de 2026: Sérgio Diniz (curador da Sergex Games) analisa a evolução dos videogames sob a ótica da durabilidade. O artigo discute o fenômeno do "lucro pelo defeito", exemplificado pelo Drift nos controles modernos, e compara com a robustez (e simplicidade de reparo) dos consoles antigos.
Diniz defende que não precisamos ser alarmistas — muitos consoles modernos são guerreiros —, mas critica a complexidade de manutenção imposta pela indústria. O texto conecta essa realidade com outros exemplos de obsolescência, como nos carros elétricos e smartphones.
A solução proposta pela Ecobraz é clara: preservar a história através do Museu Virtual e garantir o descarte correto do que realmente pifou. Com o Carbon Token financiando a logística reversa, o "Game Over" do equipamento não precisa ser o fim da linha para o meio ambiente.
Em 2026, os games são ultra-realistas, mas a durabilidade virou item opcional. Não é que "tudo hoje é lixo", mas o tal do "lucro pelo defeito" é real.
Eu sou de uma época em que videogame se alugava na locadora da esquina por hora. A gente jogava Street Fighter e Mario em consoles que passavam na mão de cem crianças por dia. Claro, não vou romantizar demais: quem lembra do joystick de Atari sabe que ele era frágil, uma haste dura que quebrava na mão da gente. A diferença é que era simples. Quebrou? Abria, remendava e voltava pro jogo.
Hoje, em 2026, a tecnologia gráfica é absurda. O realismo assusta. Mas a manutenção ficou complexa e cara. Como colecionador e curador da página Sergex Games, e principalmente como profissional de logística, eu vejo os dois lados. Não vou ser alarmista e dizer que seu videogame novo vai virar sucata em 3 anos. Isso é mentira. Meu PlayStation 4, por exemplo, está aí firme e forte, rodando tudo. Mas a gente precisa falar sobre peças feitas para falhar.
O exemplo clássico é o famoso "Drift" nos controles analógicos. É uma peça de desgaste natural, ok, mas parece que a engenharia calcula a vida útil na régua para te obrigar a comprar outro. É o que chamamos de obsolescência programada ou "lucro pelo defeito". A gente já falou aqui no portal sobre como até carros elétricos sofrem com obsolescência, e nos games a lógica é a mesma.
Enquanto um Mega Drive ou um Amiga 500 dos anos 80 seguem funcionando (com seus cuidados, claro), os periféricos modernos muitas vezes são descartáveis. E quando o conserto de um controle custa quase o preço de um novo, a indústria vence e o meio ambiente perde.
Quem navega pelo nosso Museu Virtual entende o contraste. Lá a gente preserva a história para mostrar a evolução. A tecnologia avança, ficamos mais conectados, mas geramos mais resíduo. É a mesma lógica que vimos na evolução dos telefones: do aparelho de disco que durava 30 anos ao smartphone que trocamos a cada 2.
Eu sei que você quer jogar os lançamentos de 2026. Eu também quero. O ponto não é parar de consumir, é consumir com inteligência.
Se o seu console ou acessório "morreu" e realmente não tem salvação no técnico, não jogue no lixo comum. Mande para a Ecobraz. Nós garantimos que os metais nobres, os plásticos e as placas sejam recuperados. O Carbon Token financia essa logística para que o "Game Over" do seu aparelho não seja um problema ambiental.
E se você tem consoles antigos parados, doe para o nosso acervo ou para quem vai jogar. Videogame é cultura. O hardware antigo merece ser preservado, e o moderno, se não tiver jeito, merece ser reciclado com responsabilidade.
Jogue limpo com o planeta. Até porque, na vida real, não tem Continue infinito.
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