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O MSX, lançado em 1983, foi uma tentativa de criar um computador padrão, como o VHS. Várias empresas podiam fabricar o aparelho, desde que seguissem as regras da Microsoft e ASCII. No Brasil, o MSX foi um fenômeno graças à Gradiente (Expert) e à Sharp (Hotbit).
Nos anos 80, o Brasil proibia a importação de computadores. Isso obrigou a Gradiente e a Sharp a fabricarem tudo aqui, usando componentes nacionais.
Reciclar um Gradiente Expert é difícil porque sua carcaça é pintada (o que contamina o plástico na reciclagem) e seu teclado é complexo. Já o Sharp Hotbit sofre com membranas de borracha que apodrecem e deixam de funcionar. Cada um exige um processo de desmontagem distinto.
A boa notícia é que os chips principais (Z80, som e vídeo) são iguais em todos os MSX. A Ecobraz recupera esses chips para salvar outros computadores históricos, praticando a economia circular.
O MSX nos ensina que padronizar o software não padroniza o lixo. A Ecobraz utiliza o Ecobraz Carbon Token para financiar a triagem manual necessária para separar os materiais heterogêneos produzidos durante a era da Reserva de Mercado.
Preserve a memória da informática brasileira com a Ecobraz.
Anunciado em junho de 1983, o MSX (Machines with Software eXchangeability) foi uma iniciativa visionária. Liderado por Kazuhiko Nishi e com suporte de Bill Gates, o objetivo era permitir que um cartucho de jogo funcionasse em qualquer computador que ostentasse o logotipo MSX, independentemente de quem o fabricou. Gigantes japonesas (Sony, Panasonic, Yamaha) e coreanas (Samsung, Daewoo) aderiram. No Brasil, devido à proibição de importações (Lei de Informática), a Gradiente e a Sharp licenciaram e adaptaram projetos estrangeiros.
Para a Ecobraz, o MSX é o exemplo perfeito de que Compatibilidade de Software não significa Uniformidade de Material. Reciclar um Sony HitBit (construção premium japonesa) é radicalmente diferente de reciclar um Gradiente Expert (adaptação nacional com componentes locais). Essa variabilidade exige que a triagem de resíduos seja feita com base no fabricante OEM, e não apenas na "plataforma".
No Brasil, o MSX polarizou o mercado entre o Gradiente Expert (baseado no National CF-3000) e o Sharp Hotbit (baseado no Epcom HB-8000). A lei obrigava o uso de componentes nacionais sempre que possível.
Para cumprir a lei, fabricantes brasileiros substituíam componentes japoneses de alta qualidade por equivalentes nacionais ou importados de baixo custo reetiquetados.
Apesar das diferenças externas, o coração de todo MSX 1 era idêntico:
Essa padronização é positiva para o Harvesting (Colheita de Peças). Um chip de som AY-3-8910 retirado de um MSX sucateado pode salvar um Intellivision ou um ZX Spectrum. A Ecobraz valoriza esses componentes "doadores universais". A identificação desses chips em placas oxidadas é prioritária antes do envio para a trituração de metais.
A diferença construtiva é mais evidente nos teclados, gerando fluxos de resíduos distintos.
Especialmente no modelo Gradiente Expert, a fonte de alimentação é um módulo interno blindado.
O Gradiente Expert é famoso por sua carcaça cinza chumbo com pintura metálica.
Problema de Reciclagem:
Plásticos pintados (ABS com tinta condutiva ou estética) são difíceis de reciclar. A tinta contamina o plástico virgem durante a extrusão. Frequentemente, a carcaça do Expert precisa ser decapada quimicamente ou enviada para recuperação energética, enquanto a carcaça do Hotbit (ABS branco/preto injetado na cor) é mais facilmente reciclável mecanicamente.
O padrão MSX exigia pelo menos um, mas geralmente dois slots de cartucho. A exposição aberta desses slots (muitas vezes sem as portas de proteção que quebravam) permitiu a entrada de poeira e umidade por décadas.
A recuperação dos conectores de borda (edge connectors) desses slots é uma fonte viável de ouro. No entanto, em modelos nacionais, a camada de ouro (flash gold) era frequentemente muito fina, e o que encontramos hoje é uma base de níquel ou cobre oxidado verde (azinhavre), exigindo tratamento químico para separação.
Embora o MSX aceitasse disquetes, a maioria dos usuários brasileiros usava fitas K7 e gravadores (Datacorders).
O gravador Gradiente DR-1 é um item comum em lotes de MSX. Ele contém correias de borracha degradadas (transformadas em piche), cabeçotes magnéticos e motores. A gestão desses periféricos é essencial, pois eles representam um volume físico de lixo igual ou superior ao do próprio computador.
O MSX foi um triunfo de software e um caos de hardware. Para a gestão de ativos, ele prova que a marca impressa na carcaça (Sony, Sharp, Gradiente) é mais importante para a reciclagem do que o logotipo da plataforma.
A Ecobraz aborda o MSX com um olhar regional: entendemos as peculiaridades da manufatura brasileira dos anos 80, os componentes substituídos e os desafios específicos de nossos plásticos e fontes nacionais.
Soluções para a Informática Nacional: