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O Nintendo Virtual Boy (1995) foi o maior fracasso da Nintendo. Era para ser um console 3D portátil, mas você tinha que apoiá-lo em uma mesa e enfiar o rosto nele, vendo tudo em vermelho e preto. Vendeu muito pouco e foi cancelado em menos de um ano.
O console tem um defeito de fabricação fatal.
O suporte de plástico (o pé do console) é fraco demais para o peso do aparelho. Ele racha com facilidade, tornando impossível usar o console confortavelmente.
Jogar Virtual Boy causa dor no pescoço e nos olhos. O manual é cheio de avisos de saúde. A espuma que encosta no rosto acumula suor e degrada com o tempo, virando um resíduo anti-higiênico.
O Virtual Boy é um desafio de preservação. A Ecobraz utiliza o Ecobraz Carbon Token para financiar técnicas avançadas de soldagem para consertar os cabos que a Nintendo apenas colou, salvando esses dinossauros vermelhos da extinção por falha de adesivo.
Preserve os erros da história também. Acesse ecobraz.org.
Lançado em julho de 1995 e descontinuado menos de um ano depois, o Virtual Boy tentou ser o primeiro console de "Realidade Virtual" portátil. Na prática, era um trambolho de mesa que exigia que o usuário enfiasse o rosto em um visor de neoprene para ver imagens em 3D formadas por LEDs vermelhos oscilantes. O fracasso comercial foi total, mas o legado técnico é um desastre de engenharia de materiais.
Para a Ecobraz, o Virtual Boy é um ativo de alto risco de preservação. Ele se autodestrói silenciosamente. A tecnologia de montagem escolhida para os displays é falha por natureza, e o plástico usado no suporte não aguenta o peso da própria unidade.
O Virtual Boy gera imagem usando duas matrizes lineares de LEDs vermelhos. Esses LEDs são conectados à placa-mãe por cabos planos flexíveis (Ribbon Cables).
Para criar uma imagem 2D a partir de uma linha de LEDs, o Virtual Boy usa Espelhos Oscilantes que vibram em alta velocidade (50Hz), sincronizados com o piscar dos LEDs. O barulho de "zumbido" do console vem desses motores.
Desgaste Mecânico:
Esses espelhos são movidos por atuadores eletromecânicos sensíveis. Se o console sofrer uma queda (comum, dado o suporte ruim), o alinhamento dos espelhos é perdido, destruindo o efeito 3D e causando visão dupla. Na reciclagem, esses módulos de espelhos são sucata mista de vidro, cobre e ímãs de neodímio, difíceis de separar.
O visor pesado (headset) é sustentado por um bipé de metal fino que se conecta ao console através de um "medallion" (pivô) de plástico.
O plástico ABS do pivô não suporta o torque e o peso da unidade principal. É extremamente comum encontrar Virtual Boys com o suporte quebrado na base de encaixe ("Clamp").
Ação Ecobraz: Uma unidade com suporte quebrado é funcionalmente inútil, pois não pode ser usada (não é um capacete, é um periscópio). A restauração envolve a substituição por peças de metal usinado ou impressão 3D de alta densidade, já que a colagem do plástico original raramente segura a tensão.
Por que vermelho? Porque LEDs azuis e verdes eram caros e ineficientes em 1995. O vermelho consumia menos bateria e dava alto contraste.
Avisos de Saúde:
O manual do Virtual Boy é famoso por suas páginas de avisos sobre convulsões e danos oculares permanentes em crianças menores de 7 anos. Embora a tecnologia em si não seja "tóxica", o design ergonômico que força o pescoço e a vista torna o dispositivo um pesadelo de saúde e segurança ocupacional. Na gestão de resíduos, o visor de espuma/neoprene ("Eye Shade") é um item biológico (suor/pele) que deve ser descartado ou substituído por higiene.
O controle do Virtual Boy é único: simétrico e com dois D-Pads. A bateria (6 pilhas AA) fica em uma caixa (Tap) que se encaixa nas costas do controle.
Corrosão de Contatos:
Como o console foi um fracasso, muitos foram guardados com as pilhas dentro em 1996 e nunca mais abertos. O vazamento alcalino destrói os contatos do "Battery Tap" e entra no controle. A recuperação desses Battery Taps é essencial, pois são peças proprietárias. A Ecobraz também lida com o adaptador AC raro que se encaixa no mesmo lugar.
Surpreendentemente, o Virtual Boy é poderoso. Ele usa uma CPU NEC V810 de 32-bits a 20MHz. É uma arquitetura RISC avançada para a época.
Harvesting:
Este processador é raro. Não foi usado em muitos outros dispositivos de consumo. Placas de Virtual Boy irremediavelmente danificadas pela falha dos displays ainda valem pela CPU e pelos chips de RAM, que podem ser usados em projetos de engenharia reversa e desenvolvimento homebrew.
O Virtual Boy é um monumento ao erro de cálculo. A Nintendo economizou na cola dos cabos e na cor dos LEDs, criando um dispositivo que se desfaz sozinho e machuca o usuário.
Para a Ecobraz, a missão com o Virtual Boy não é a reciclagem em massa (pois existem poucos), mas a Preservação Cirúrgica. Salvar um Virtual Boy da "cegueira" dos cabos colados é uma das tarefas mais difíceis e valorizadas na manutenção de eletrônicos vintage.
Serviços de Alta Complexidade: