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Em 2012, a Tesla colocou uma tela gigante de 17 polegadas no painel. Ela controla tudo. Mas a Tesla cometeu um erro: o computador grava informações demais o tempo todo.
Dentro da tela, tem um chip de memória igual ao de celular. O carro escreve "diários" (logs) nessa memória sem parar.
A cola usada na tela não aguenta o sol. Com o tempo, as bordas da tela ficam amarelas. Em casos piores, a cola derrete e pinga no painel, estragando a eletrônica.
O Tesla MCU1 mostra que carros modernos são computadores e sofrem dos mesmos problemas de computadores velhos. O Ecobraz Carbon Token financia a recuperação dessas placas caras, trocando apenas o chip de memória gasto, evitando que quilos de alumínio e vidro sejam jogados fora por causa de um defeito de software.
Hardware de luxo, memória fraca. Acesse ecobraz.org.
Em 2012, a Tesla revolucionou o interior automotivo com o Model S, substituindo botões físicos por uma tela de toque vertical de 17 polegadas. Essa unidade, chamada MCU1 (Media Control Unit 1), controla tudo: do ar condicionado às setas e carregamento. No entanto, a Tesla usou componentes de computador de consumo (não automotivos) que não estavam preparados para a carga de dados de um carro sempre conectado.
Para a Ecobraz, o MCU1 é o exemplo crítico de Obsolescência de Armazenamento em Estado Sólido. Não é uma peça mecânica que quebra, mas um chip de memória que se desgasta até o limite, transformando um carro de luxo em um "tijolo" sobre rodas.
O MCU1 usa um chip de memória flash NAND de 8GB (Hynix) soldado na placa-mãe (placa Tegra da Nvidia). O sistema operacional Linux da Tesla foi programado para gravar logs (registros de dados) excessivos o tempo todo.
A tela de 17 polegadas é laminada. O adesivo óptico (LOCA) usado entre o vidro e o LCD não foi curado corretamente ou não era de grau automotivo suficiente para suportar UV e calor.
Após alguns anos no sol, a cola começa a amarelar nas bordas, criando uma "moldura de urina" ao redor da tela. Em casos graves, a cola vira líquida e vaza para dentro do painel, danificando os componentes eletrônicos abaixo. O reparo exige equipamento UV industrial para "curar" a cola amarela ou a troca completa do LCD.
O MCU1 usa um processador Nvidia Tegra 3, projetado para tablets de 2011/2012. Ele não tem ventilação ativa adequada para o ambiente automotivo.
O ciclo térmico extremo (carro no sol a 60°C, ar condicionado a 20°C) causa a quebra das esferas de solda BGA (Ball Grid Array) sob o processador. Isso causa reinicializações aleatórias ou travamentos. O reparo exige Reballing, um processo de refusão de solda de alta precisão.
Diferente de um rádio Pioneer que só toca música, o MCU1 controla funções de segurança.
Se o MCU morrer, você perde os sons de seta (que são gerados digitalmente), o controle de faróis e o acesso aos modos de condução. Isso classifica o MCU1 não como acessório de entretenimento, mas como Componente Crítico de Segurança. O descarte dessas unidades exige a destruição segura de dados pessoais (rotas de GPS, contatos, tokens de acesso à garagem) que ficam gravados no chip eMMC mesmo após a falha.
Os primeiros Model S vinham com modems 3G. Com o desligamento das redes 3G em muitos países, esses carros perdem a conectividade (Spotify, Mapas, Updates).
A atualização para 4G/LTE gera um fluxo de placas de modem antigas que são sucata eletrônica. Essas placas contêm ouro e metais preciosos nos chips de RF (Radiofrequência) e devem ser recicladas separadamente.
A carcaça do MCU é de alumínio fundido (para dissipar calor), o que é excelente para reciclagem. A moldura frontal é de plástico cromado ou alumínio escovado.
No entanto, a tela de vidro laminado de 17 polegadas é um volume enorme de resíduo de difícil separação (vidro + cola + LCD + backlight). É o maior display único em carros daquela década.
O Tesla MCU1 provou que o software define o carro, mas também que o hardware de consumo não aguenta o ciclo de vida automotivo. A falha do eMMC é um caso clássico de erro de engenharia de software destruindo o hardware.
Para a Ecobraz, este é o futuro da manutenção automotiva: microssoldagem de chips de memória e cura UV de telas amareladas, em vez de trocar óleo e correias.
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