Leitura Rápida: Nintendo Virtual Boy
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Em 1995, a Nintendo lançou um console "portátil" que precisava ficar em cima da mesa e só mostrava cores vermelhas. O Virtual Boy foi um desastre.
Para economizar, eles não usaram telas normais. Usaram uma linha de LEDs e um espelho que vibrava muito rápido para "desenhar" a imagem no ar.
O console vendeu tão pouco que milhares de unidades foram jogadas no lixo ainda novas. É um exemplo de desperdício de plástico e eletrônicos por causa de um design ruim.
Inovação barata sai caro para o meio ambiente. O Ecobraz Carbon Token incentiva a recuperação desses plásticos vermelhos difíceis de reciclar e dos metais de motores antigos.
Adote um BairroPor Ecobraz | Tempo de Leitura: 5 min
Em 1995, Gunpei Yokoi (criador do Game Boy) tentou revolucionar o mercado com o Virtual Boy. Prometia imersão 3D, mas entregou dor de pescoço. Foi descontinuado em menos de um ano, tornando-se uma lenda do design ruim.
Para a Ecobraz, este aparelho representa o perigo da Engenharia de Custo Agressiva. Para economizar, usaram componentes mecânicos que falham e LEDs que cansam a vista.
O Virtual Boy não tinha telas de verdade (LCDs eram caros). Ele usava uma única fileira vertical de 224 LEDs vermelhos para cada olho.
LEDs vermelhos eram os mais baratos e consumiam menos bateria. LEDs azuis e verdes eficientes ainda não existiam comercialmente em 1995.
Isso resultou em uma imagem de alto contraste (vermelho sobre preto) que causava fadiga ocular e dores de cabeça após 15 minutos. O manual vinha com avisos de saúde alarmantes.
O aparelho era pesado demais para ser um capacete. A Nintendo colocou-o em um tripé de mesa (bipé). O usuário tinha que se curvar para frente e enfiar o rosto no visor.
Resíduo Plástico: O suporte e a carcaça são feitos de plástico ABS vermelho e preto espesso. É um volume grande de polímero que, devido aos aditivos de cor vermelha, tem menor valor de mercado na reciclagem do que plásticos brancos ou pretos.
A única inovação que sobreviveu foi o controle com dois direcionais digitais (para controlar movimento em 3D), precursor dos analógicos duplos de hoje.
Esses controles usavam membranas de silicone condutivo que ressecam com o tempo, tornando-se sucata funcional mesmo que a eletrônica esteja boa.
O Virtual Boy provou que não se pode enganar o cérebro com truques mecânicos baratos. A tentativa de fazer VR sem telas reais gerou um dos maiores flops da história.
Para a Ecobraz, o Virtual Boy é um lembrete de que produtos que causam desconforto físico viram lixo quase instantaneamente.
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