Leitura Rápida: Oculus Rift DK1
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Em 2012, o Oculus Rift DK1 mostrou que a realidade virtual era possível em casa. Mas para ser barato, ele foi feito com materiais simples.
A espuma que encosta no rosto foi feita de um material que não aguenta a umidade.
O segredo do Oculus foi usar uma tela de tablet comum dentro do óculos. Isso barateou tudo, mas criou muito lixo eletrônico quando modelos melhores (DK2, CV1) foram lançados logo depois.
Produtos de "primeira geração" ficam obsoletos muito rápido. O Ecobraz Carbon Token financia a coleta desses eletrônicos esquecidos nas gavetas antes que eles virem lixo químico.
Adote um BairroPor Ecobraz | Tempo de Leitura: 5 min
Financiado pelo Kickstarter, o **Oculus Rift DK1** (Development Kit 1) provou que o VR poderia ser barato. Em vez de ótica militar de US$ 50.000, ele usava componentes de prateleira. Foi a democratização da tecnologia, mas também o início da sua descartabilidade.
Para a Ecobraz, o DK1 é o marco zero do "Lixo de Entusiasta": equipamentos comprados por impulso, usados por alguns meses e guardados na gaveta até virarem pó.
Para vedar a luz e dar conforto, o DK1 usava uma espuma de poliuretano barata ao redor dos olhos.
A "tela mágica" do DK1 era, literalmente, um painel LCD de 7 polegadas feito para tablets baratos. Se você desmontar um, verá que a tela é muito maior do que as lentes.
A resolução era baixa (1280x800). Ao colocar lentes de aumento na frente, o usuário via a grade preta entre os pixels (Efeito Porta de Tela).
Reciclagem: Esses painéis LCD contêm mercúrio (se forem modelos antigos com CCFL) ou índio (no touch/vidro). No caso do DK1, já era LED, eliminando o mercúrio, mas mantendo a complexidade do sanduíche de vidro.
Para economizar peso e custo, as lentes não eram de vidro, mas de acrílico (plástico). O kit vinha com três pares (A, B, C) para diferentes graus de miopia.
O acrílico risca muito fácil. Limpar com a camisa destruía a lente. Milhares de lentes extras de plástico viraram lixo imediato porque a maioria das pessoas só usava o par "A".
O processamento não era no headset. Havia uma caixinha preta pendurada no cabo que gerenciava o HDMI e o USB.
Isso dobra a quantidade de lixo eletrônico: duas carcaças plásticas, dois PCBs e um cabo grosso proprietário que costuma quebrar internamente por torção.
O Oculus DK1 foi revolucionário, mas foi construído como um protótipo. Sua vida útil foi curtíssima.
Para a Ecobraz, gerenciar o legado do VR moderno significa lidar com plásticos que se degradam (espuma) e eletrônicos que ficam obsoletos mais rápido que celulares.
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