Leitura Rápida: Celular Tijolão
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Nos anos 80, ter um celular era carregar uma maleta de 4 kg ou um "tijolo" de 1 kg. Eles eram enormes porque as baterias eram primitivas.
Eles usavam baterias de Níquel-Cádmio (NiCd). O Cádmio é um metal cancerígeno.
Por dentro, esses celulares antigos têm placas com muito ouro. Eles valem muito dinheiro na reciclagem correta, muito mais do que um iPhone quebrado.
O Ecobraz Carbon Token financia a coleta segura desses "tijolões" para retirar o ouro e neutralizar o cádmio perigoso.
Adote um BairroPor Ecobraz | Tempo de Leitura: 5 min
Hoje reclamamos se o celular não cabe no bolso. Mas o primeiro celular comercial, o Motorola DynaTAC 8000X (1983), pesava quase 1 kg e custava US$ 4.000. Antes dele, existiam as "Maletas" (Bag Phones) que chegavam a pesar 4 ou 5 kg devido à bateria de chumbo ou níquel necessária para transmitir o sinal analógico.
Para a Ecobraz, esses aparelhos são Passivos Ambientais Críticos. Eles contêm alguns dos materiais mais tóxicos e mais valiosos da história da eletrônica de consumo.
Esqueça o Lítio. Os celulares antigos usavam baterias de Níquel-Cádmio grandes e pesadas. Elas tinham o famoso "Efeito Memória" (viciavam), mas o pior é o conteúdo.
A eletrônica dos anos 80 não era miniaturizada. Os componentes atravessavam a placa (tecnologia Through-Hole) e os contatos eram banhados com uma camada espessa de ouro para garantir a conexão.
Uma tonelada de placas de celulares antigos contém até 300g de ouro. Para comparar, uma tonelada de minério extraído da terra tem apenas 5g. Um "tijolão" velho na gaveta é, literalmente, uma pepita de ouro industrial.
As antenas externas helicoidais eram feitas de uma mola de cobre grossa revestida de borracha preta. Com o tempo, essa borracha resseca e esfarela, expondo o metal.
O cobre dessas antenas é de alta pureza (grau RF), excelente para reciclagem, mas a borracha degradada é um microplástico contaminante.
A carcaça desses aparelhos era feita para resistir a quedas de prédios. Usavam Plástico ABS com retardantes de chama bromados.
Esses aditivos químicos (BFRs) tornam a reciclagem do plástico complexa, pois não podem ser misturados com plásticos modernos de garrafas PET ou embalagens.
O "Tijolão" é feio, pesado e tóxico. Mas é também o tipo de lixo eletrônico mais lucrativo para quem sabe processar.
Para a Ecobraz, recuperar um Motorola antigo não é apenas nostalgia; é evitar que o Cádmio envenene a água e recuperar o Ouro para a indústria.
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