RESUMO DO RESGATE
Recuperei vídeos perdidos da visita ao MBRTV. Doamos um rádio raro e validamos a ideia do nosso CEO sobre o Museu Virtual da Ecobraz.
Por Sérgio Diniz | 05 de Fevereiro de 2026
Quem trabalha com logística reversa sabe: a gente passa o dia garimpando. No meio de toneladas de sucata, fios, carcaças e placas queimadas, às vezes aparece uma joia. Pode ser um computador raro da década de 80, um videogame clássico ou uma peça que conta a história da tecnologia.
Mas, dessa vez, o garimpo foi digital. E aconteceu dentro da própria Ecobraz.
Vou ser transparente com vocês, como sempre sou. Recentemente, tivemos problemas operacionais sérios com a antiga agência de marketing que cuidava das nossas contas. Infelizmente, uma parte significativa do nosso material histórico — vídeos de bastidores, fotos de coletas importantes — simplesmente "sumiu" ou foi retida. Foi um golpe duro para quem valoriza a memória.
Eu decidi, então, assumir pessoalmente as rédeas da comunicação. É chão de fábrica: sem filtro, direto da fonte. E nessa "faxina digital", vasculhando drives antigos e backups esquecidos tentando reorganizar a casa, eu encontrei um verdadeiro tesouro: os arquivos de vídeo brutos da nossa visita ao MBRTV - Museu Brasileiro de Rádio e Televisão.
Nessa visita, fomos recebidos pelo Elmo Francfort, uma grande autoridade na história da comunicação e diretor do Museu da TV (MBRTV). O trabalho que eles realizam na Vila Mariana é sagrado: preservar a memória física e cultural do rádio, da TV e do cinema nacional.
Naquela ocasião, a Ecobraz não foi de mãos vazias. Levamos um item raro que havíamos resgatado da trituração: um rádio de mesa antigo, de madeira maciça e valvulado. Uma peça imponente que viu (e ouviu) a história do Brasil acontecer nas décadas passadas. Entregamos ao acervo deles com orgulho.
É importante frisar um detalhe: nessa época, o conceito do Museu Virtual da Ecobraz já existia. O projeto, idealizado pelo nosso CEO, já estava em formação e ganhando corpo. Mas ver aquele rádio — que seria considerado "lixo" ou "entulho" por muitas empresas — sendo tratado com luvas e reverência pelo Elmo, serviu como uma validação poderosa. A visita confirmou que a visão do nosso CEO estava correta: preservar o hardware é tão importante quanto preservar o conteúdo.
Estamos em 2026. A TV brasileira já passou dos 75 anos. A tecnologia muda numa velocidade assustadora — hoje a pauta é Inteligência Artificial, Passaporte Digital e Nuvem — mas a base de tudo isso está lá atrás, nas válvulas quentes daquele rádio de madeira.
Recuperar esses vídeos, que a antiga agência deixou para trás, é simbólico. Mostra a resiliência da Ecobraz. Seja resolvendo um problema logístico complexo num prédio sem elevador, ou recuperando nossa própria história digital, a gente dá um jeito.
Nos próximos dias, vou compartilhar nas redes sociais e aqui no Ecobraz Informa os trechos recuperados dessa visita. A qualidade da imagem pode não ser de cinema, mas a história é real.
Sérgio Diniz
CEO e Editor-Chefe da Ecobraz.
Acompanhe a nova fase da comunicação da Ecobraz:
Canal YouTube | Site oficial | Ecobraz Informa | Instagram |