Na semana passada, um dos maiores festivais de música do Brasil encerrou sua edição. Durante dias, o palco brilhou com iluminação de ponta, som impecável e transmissão ao vivo. Mas no dia seguinte, nos bastidores, dezenas de caixas de som danificadas, rolos de cabos, baterias de emergência, monitores de backline e painéis de controle precisavam de destino.
Esse é o lixo invisível dos grandes eventos — e ele é inteiramente responsabilidade dos produtores.
Como colunista do Ecobraz Informa e agente de coletas da Ecobraz, já trabalhei com equipes de produção que entenderam isso. E também com outras que, ao fim do evento, simplesmente empilharam tudo em um contêiner, sem separação, sem certificação.
A realidade é clara: grandes festivais, feiras e convenções geram volumes significativos de resíduos eletrônicos — não do público, mas da própria infraestrutura técnica.
Segundo relatórios de sustentabilidade do Rock in Rio e Tomorrowland, um único evento pode gerar entre 1 e 3 toneladas de e-lixo, incluindo:
– Cabos de áudio e vídeo danificados;
– Baterias de palco e emergência;
– Luminárias LED obsoletas;
– Equipamentos de transmissão e monitoramento;
– Sistemas de som com componentes irrecuperáveis.
E, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), quem gera o resíduo é responsável por sua destinação adequada — não importa se é uma indústria ou um festival.
Mas, em vez de ver isso como custo, os produtores podem transformar em legado e diferenciação.
Imagine:
– Uma parceria com a Ecobraz planejada ainda na fase de produção;
– Uma área de triagem técnica no pós-evento, com equipe especializada;
– Um relatório de impacto incluído no balanço de sustentabilidade: “Destinamos 1,8 toneladas de e-lixo com rastreabilidade completa”;
– Equipamentos reutilizáveis doados a coletivos culturais ou escolas da região, criando um legado concreto.
Já fizemos isso em eventos menores — e o retorno foi além do esperado: elogios da imprensa, engajamento da equipe técnica e até renovação de patrocínios com base na responsabilidade ambiental.
Na Ecobraz, oferecemos uma solução sob medida para produtores de eventos:
– Planejamento prévio com a equipe de logística;
– Coleta no local, mesmo em áreas remotas ou de difícil acesso;
– Triagem técnica no dia seguinte ao evento;
– Certificado de Destinação Ambientalmente Adequada (CDA), válido para auditorias;
– Relatório de impacto personalizado, com dados de CO₂ evitado e materiais recuperados.
E isso não se aplica só a festivais de música. Feiras de tecnologia, convenções de games, eventos corporativos e até casamentos de alto padrão usam infraestrutura eletrônica que, ao fim, precisa de descarte responsável.
A chave é não deixar para a última hora. Sustentabilidade em eventos não se decide na desmontagem — se planeja na produção.
Se seu evento depende de tecnologia, ele gera resíduo. E esse resíduo merece o mesmo cuidado que você deu à programação, aos artistas e à experiência do público.
Porque um evento só é verdadeiramente sustentável quando o último cabo é reciclado — não jogado no caminho de casa.
Mais informações para produtores de eventos: ecobraz.org
Observação do colunista: Já vi bastidores onde o lixo técnico era um caos. Mas também já vi equipes que separavam cada componente com orgulho — porque sabiam que estavam fechando o ciclo. Se seu evento quer fazer parte do segundo grupo, nossos caminhões podem estar lá no dia seguinte ao último show. — Sérgio Diniz, Agente de Coletas e Colunista do Ecobraz Informa
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