Por Sérgio Diniz, colunista.
Na minha experiência com a coleta de e-lixo, uma das peças mais comuns que manuseamos é o disco rígido (HD) ou o SSD. Para quem descarta, é apenas mais uma peça de metal. Mas para mim, é a cápsula do tempo da era digital.
Os HDs são o arquivo da nossa vida. Eles guardam fotos antigas, trabalhos da faculdade, e-mails de um emprego que já passou. O HD quebrado de uma empresa, por sua vez, guarda listas de clientes, estratégias de mercado e segredos que valem milhões.
A pergunta é: quando a tecnologia falha e esse HD vira e-lixo, a memória e os segredos são eliminados? A resposta, categoricamente, é não.
O risco de descartar um HD de forma incorreta é duplo e grave:
Se você apertou "delete" ou formatou um HD, a informação não foi removida. O sistema apenas marcou o espaço como "disponível para sobrescrever". Com softwares simples e baratos, qualquer pessoa consegue recuperar 99% dos dados de um HD formatado.
É por isso que a destruição correta de dados é uma etapa crítica da logística reversa. O material só pode seguir para a reciclagem industrial (o desmonte e a trituração final nas usinas parceiras) se tivermos a certeza absoluta de que os dados foram fisicamente eliminados.
É aqui que o nosso trabalho na ecobraz.org se torna o pilar de Governança para o e-lixo.
Nós oferecemos a destruição segura e certificada de dados como um passo anterior e obrigatório à reciclagem. Existem duas formas de fazermos isso:
Ao final desse processo, emitimos um Certificado de Destruição de Dados. É este documento que blinda a empresa contra auditorias de LGPD e que dá a tranquilidade ao cliente de que suas fotos antigas não serão vistas por terceiros.
A destruição de dados não é uma opção, é a garantia de que o seu e-lixo não se tornará a sua próxima dor de cabeça. O nosso compromisso é garantir que a tecnologia morra de forma segura, protegendo tanto o meio ambiente quanto a sua privacidade.
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