A nostalgia é boa, mas guardar eletrônico quebrado em casa é acumular problema. Entenda o caminho que seu "velho guerreiro" faz para virar matéria-prima ou peça de museu.
Aquele console na gaveta tem metais nobres que a indústria precisa... ou uma história que precisa ser contada.
Eu sou da época mágica dos fliperamas. Lembro como se fosse hoje a sensação de sair da escola e correr com os amigos para gastar as fichas na máquina de arcade. Essa paixão pelos games me acompanhou a vida toda: tive meu "clone" de Nintendinho, passei horas no Super Nintendo, curti a revolução do Play 1 e Play 2, e hoje tento achar tempo para jogar no meu PlayStation 4.
Quem ama games cria apego. A gente olha para aquele console antigo ou para aquela placa de vídeo que queimou e pensa: "Vou guardar de lembrança". E assim nascem as gavetas cheias de cabos e sucatas que nunca mais vão ligar.
Muita gente me pergunta se aqui na Ecobraz a gente derrete as placas para tirar ouro. Não é bem assim.
Nós não fazemos a mineração urbana (a extração química dos metais) aqui dentro. Nosso papel é ser a ponte segura. Nós coletamos o seu hardware, descaracterizamos (para garantir que ninguém use seus dados) e separamos tudo por tipo de componente. Só então enviamos essas placas para parceiros especializados e certificados, que possuem a tecnologia para extrair o ouro, a prata e o cobre e devolver para a indústria.
Agora, tem um detalhe especial que me dá muito orgulho. Às vezes, chega pra gente um item que é história pura. Um console raro, um computador clássico dos anos 80...
Quando isso acontece, a gente não recicla. A gente preserva. Criamos o Acervo Digital Ecobraz justamente para isso. Se o seu equipamento tiver valor histórico, ele pode ser higienizado e catalogado para que as futuras gerações conheçam a evolução da tecnologia.
Se você joga um controle de videogame ou uma placa-mãe no lixo de casa, aquele metal nobre vai parar num aterro e contaminar a terra. É um desperdício de recursos e um crime ambiental.
Se o seu console antigo ainda funciona, doe ou venda! Deixe outra criança ser feliz com ele. Mas se ele deu "Game Over" definitivo, mande pra gente. Seja para virar matéria-prima ou para virar peça de museu, nós garantimos o destino nobre que ele merece.