Acabou o descanso. Hoje a gente liga os motores para buscar o que sobrou das festas. A agenda tá aberta e a missão continua.
Por Sérgio Diniz | 05 de Janeiro de 2026
Hoje, dia 5 de janeiro, o pátio da Ecobraz acordou cedo. O silêncio das últimas duas semanas foi quebrado pelo barulho que a gente mais gosta de ouvir: motor a diesel pegando no tranco e o cheiro de café fresco na copa. Estamos de volta.
Para quem vê de fora, parece que a gente só "parou". Mas quem vive de estrada, como eu vivo há 20 anos, sabe que caminhão parado na garagem também é trabalho. Esse recesso serviu para a gente cuidar das máquinas que carregam o peso o ano todo. Trocamos óleo, revisamos freio, checamos pneu. Porque na hora que a rota começa, o equipamento não pode deixar a gente na mão.
Agora, com tudo revisado e tanque cheio, a gente encara a primeira missão de 2026: limpar a bagunça que o Natal deixou.
Vamos falar a verdade? Dezembro é uma loucura. É presente pra lá, amigo secreto pra cá, e a gente adora uma novidade. O problema é o que acontece depois que a festa acaba.
Eu aposto que aí na sua casa ou na sua empresa tem uma caixa cheia de coisas que "sobraram". É aquele celular velho que foi substituído pelo novo, a televisão que pifou justo na véspera do Ano Novo, ou aquele emaranhado de cabos que você guardou achando que ia usar e nunca usou.
Isso é normal. O que não pode ser normal é jogar isso tudo no lixo comum ou deixar mofando no armário. A gente sabe que, na correria de janeiro, a tentação de jogar tudo num saco preto é grande. Mas é aí que a gente entra.
Como ficamos parados no recesso, tem muita gente na fila esperando a gente passar. O telefone já começou a tocar e o site já tá recebendo pedido desde cedo.
Minha dica de amigo: não deixa pra depois. A gente organiza a rota pra gastar menos combustível e atender mais gente num dia só. Se você já fez a limpeza na sua casa durante as férias, entra lá no site da Ecobraz agora e garante seu lugar. Quanto antes você avisar, mais rápido a gente tira esse entulho da sua frente.
Sempre me perguntam como a gente consegue manter o caminhão rodando e fazendo coleta gratuita pra tanta gente. A resposta não tá em mágica, tá na parceria.
Diferente do caminhão do lixo da prefeitura, que é pago com imposto, o nosso diesel é pago por quem acredita na causa. É aqui que entra o pessoal que apoia o Ecobraz Carbon Token.
Eu gosto de explicar isso de um jeito simples: quem tem o token não tá brincando de bolsa de valores. Tá ajudando a encher o tanque do meu caminhão hoje. É esse apoio que paga a manutenção que a gente fez semana passada e o salário da equipe que vai bater na sua porta.
O ano tá só começando e a gente sabe que vai ter muito trabalho. A tecnologia não para de mudar — dizem que vem muita coisa nova por aí nas feiras internacionais —, e quanto mais novidade chega, mais coisa velha sobra pra gente recolher.
Mas a gente não tem medo de trabalho pesado. A equipe tá descansada, o caminhão tá revisado e a vontade de fazer acontecer tá maior do que nunca.
Sejam bem-vindos a mais um ano com a gente. Nos vemos na estrada.
Sérgio Diniz
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