Entre protetor solar e lembranças, as malas de janeiro trazem carregadores queimados e fones estragados. É hora de desocupar o espaço para o ano que começa.
Por Sérgio Diniz | 12 de Janeiro de 2026
Estamos na segunda segunda-feira de janeiro e, se o seu ritmo for como o meu aqui na Ecobraz, o café já acabou duas vezes e o telefone não parou. Muita gente está voltando de viagem agora, abrindo as malas e encarando a realidade: nem tudo que foi para a praia ou para o campo voltou funcionando.
Eu chamo isso de "resíduo invisível das férias". É aquele power bank (carregador portátil) barato que não aguentou o calor e parou de carregar. É o fone de ouvido que ficou cheio de areia e agora só funciona de um lado. É o cabo que quebrou na correria de enfiar tudo na mochila.
Individualmente, parece pouca coisa. Mas quando você multiplica isso por milhares de famílias voltando para casa, a gente tem um problemão logístico e ambiental nas mãos.
O maior inimigo da logística reversa em janeiro não é o descarte no lixo comum — embora isso ainda aconteça muito. O maior inimigo é a gaveta.
As pessoas chegam cansadas, veem que o carregador quebrou, e pensam: "depois eu vejo onde descarta isso". Aí jogam na gaveta e esquecem. O problema é que esses pequenos eletrônicos têm baterias de lítio. E bateria parada, sofrendo variação de temperatura dentro de um armário, é um risco desnecessário de vazamento e até de princípio de incêndio.
Aqui na Ecobraz, a gente quer que você comece o ano leve. Organizar a casa para 2026 também significa dar o destino certo para esse "entulho tecnológico" que se acumulou nas últimas semanas.
Muita gente me pergunta: "Sérgio, vocês buscam só um fone de ouvido?". E aqui entra a nossa honestidade logística. Deslocar um caminhão para buscar um único cabo é ambientalmente errado — a gente gastaria mais diesel e emitiria mais CO2 do que o benefício de reciclar aquele metal.
Por isso, a gente sempre orienta: faça o seu "estoque de descarte". Junte o fone quebrado, as pilhas velhas, o controle remoto que não funciona mais e aquele celular antigo que está no fundo da gaveta. Quando você tiver um volume razoável, aí sim a nossa rota faz sentido.
É essa inteligência de rota que mantém a Ecobraz rodando. E, claro, é o apoio do Ecobraz Carbon Token que garante que a gente consiga planejar essas coletas sem cobrar nada de você.
O token é o que paga o tempo da nossa equipe para triar até os menores componentes desses pequenos eletrônicos que chegam até nós.
Minha sugestão para essa semana é simples: ao desfazer as malas ou organizar o escritório para o trabalho que volta com tudo agora, separe o que é eletrônico e não tem mais vida útil.
Não deixe para amanhã o que você pode agendar hoje. A estrada de 2026 vai ser longa, e é melhor viajar com a carga limpa.
Sérgio Diniz
Leia mais no Ecobraz Informa
Conheça mais sobre a atuação da Ecobraz e apoie nossa missão:
Site oficial | Ecobraz Informa | Museu Virtual | Instagram | Facebook | LinkedIn | Threads